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Sol será totalmente encoberto nesta quarta; fenômeno poderá ser visto por milhões

Sol será totalmente encoberto nesta quarta; fenômeno poderá ser visto por milhões

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Um dos espetáculos astronômicos mais aguardados do ano promete mobilizar observadores e entusiastas da astronomia em diversos pontos do planeta nesta quarta-feira, dia doze de agosto. O Sol será completamente encoberto pela Lua em um eclipse solar total que escurecerá o céu durante o dia em uma faixa específica da Terra. Estimativas de plataformas especializadas indicam que cerca de 15,2 milhões de pessoas vivem na trajetória direta de totalidade, enquanto quase um bilhão de habitantes em diferentes continentes poderão acompanhar o fenômeno ao menos de forma parcial.

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O evento astronômico ocorre quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre a superfície terrestre e bloqueando a luminosidade solar. O trajeto da sombra escura, conhecido como faixa de totalidade, cruzará regiões da Groenlândia, da Islândia, do norte da Rússia, do Oceano Atlântico, da Espanha e uma pequena porção do território de Portugal. Para quem estiver posicionado dentro desse corredor privilegiado, a luz do dia dará lugar a uma penumbra impressionante por alguns minutos.

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Para os moradores e turistas localizados nas áreas de visibilidade total, o momento em que o disco solar fica completamente oculto durará aproximadamente dois minutos e dezoito segundos no seu ponto de maior intensidade. Durante esse breve intervalo de tempo, a atmosfera do entorno se modifica, permitindo a observação da coroa solar — a camada externa da estrela —, além de causar uma queda temporária na temperatura local. A experiência atrai milhares de pesquisadores e astrofotógrafos de várias partes do mundo para os locais afetados.

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Fora da faixa estreita de cobertura completa, uma área geográfica muito mais abrangente poderá visualizar o eclipse parcial. Moradores de grande parte do continente europeu, de trechos da América do Norte, do norte da Ásia e do noroeste da África verão a Lua cobrir apenas uma fração do Sol, criando o formato de uma lua crescente no céu. Essa amplitude geográfica explica o alcance expressivo de quase 12% da população mundial com acesso a alguma fase da exibição celeste nesta quarta-feira.

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No entanto, o público no Brasil não conseguirá acompanhar o fenômeno de forma direta na atmosfera local, nem mesmo na condição de eclipse parcial. Por razões de geometria e inclinação da órbita terrestre, a sombra projetada pelo satélite natural estará inteiramente voltada para o Hemisfério Norte. Para os apaixonados por astronomia em solo nacional que desejam testemunhar o momento histórico, a alternativa será acompanhar as transmissões digitais ao vivo promovidas por observatórios e canais especializados na internet.

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Especialistas e entidades de saúde reforçam o alerta quanto aos cuidados essenciais para a observação segura do fenômeno em locais onde ele for visível. Olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada pode provocar danos irreversíveis e sérios à visão humana. O uso de óculos escuros comuns, chapas de raio-X ou equipamentos ópticos sem filtros solares apropriados é estritamente contraindicado, sendo recomendado apenas o uso de óculos próprios para eclipse ou vidros de soldador com tonalidade adequada.

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O alinhamento desta quarta-feira reafirma o fascínio que os eventos celestes exercem sobre a humanidade e movimenta o turismo científico em cidades europeias e ilhas do Atlântico Norte. À medida que a sombra da Lua percorre o planeta, imagens impressionantes da coroa solar devem dominar o feed do Facebook e as principais páginas de notícias ao longo do dia. O evento encerra mais um ciclo astronômico marcante, deixando uma lembrança inesquecível para os milhões de espectadores que olharão para o céu em busca desse encontro entre os astros.